Antidepressivos prejudicam o sono

Antidepressivos prejudicam o sono

A depressão é considerada o mal do século. No Brasil, a doença atinge 5,8% da população, taxa que está acima da média global (4,4%), segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
De acordo com estudo publicado na revista JAMA Psychiatry, foi descoberto uma ligação neural entre depressão e problemas de sono. Segundo os especialistas, cerca de 75% dos pacientes deprimidos relatam dificuldade para dormir ou insônia.
Para tratar a doença, é necessário fazer uso de medicamentos, psicoterapia ou outras técnicas. Porém, muitas vezes a medicação interfere nos demais funcionamentos do organismo, como o sono.


Para explicar melhor como isso acontece, pesquisadores da SUNY Upstate Medical University, em Syracuse, Nova York, descobriram que antidepressivos, especialmente inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRSs), podem atrapalhar significativamente a arquitetura do sono em pacientes idosos e contribuir para sinais precoces de neurodegeneração que podem progredir para demência.


A revelação foi realizada através de uma revisão de literatura que incluiu 10 estudos publicados nos últimos cinco anos. O critério da análise seguiu pacientes acima de 50 anos que faziam tratamento com antidepressivos.


As análises revelaram que os antidepressivos que são ISRSs, não apenas mudam a arquitetura do sono em pacientes mais idosos, mas também parecem aumentar o risco de transtornos comportamentais do sono REM.


Por isso, é necessário que médicos especialistas façam o acompanhamento da adaptação e efeitos colaterais dos medicamentos, para que os pacientes possam usufruir dos benefícios da melhor forma.


Nos últimos anos também foram mudadas as fórmulas dos medicamentos, resultando na redução de efeitos colaterais. Conhecidos como antidepressivos multimodais, essa nova classe de medicamentos para o tratamento da depressão tem chamado a atenção pelos benefícios.

Uma qualidade importante dos multimodais é a proteção cognitiva que ele traz, além de auxiliar na insônia e demais alterações que a doença causa em nosso psicológico.

Fonte: Eko’7 Saúde.

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