Simpatias de Virada: Cientistas esclarecem sobre a prática

Simpatias de Virada: Cientistas esclarecem sobre a prática

Quem é do time das simpatias de fim de ano? Depois de tanta intensidade em 2020, até quem não acredita muito é capaz de se render. No ano passado, o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) realizou uma pesquisa onde 32% dos entrevistados responderam que planejavam fazer alguma simpatia de virada. Destes, 16% buscavam atrair mais dinheiro, o segundo maior desejo era manter ou encontrar um amor, com 6% dos participantes, na sequência apareciam simpatias para conseguir um emprego (5%), emagrecer (4%), comprar um carro (3%) e curar doenças (1%).

Entre crentes e céticos, engana-se quem pensa que esse costume de realizar simpatias na virada é recente, segundo pesquisas históricas, se hoje buscamos atrair saúde, amor e dinheiro, há 4 mil anos os pedidos eram por alimento e fartura. No Brasil, muitas famílias tem seus próprios rituais, e algumas tradições são como um patrimônio cultural do país. Entre as simpatias famosas no Brasil, estão: usar roupas brancas, escolher a cor da roupa íntima de acordo com o que deseja para o próximo ano, pular sete ondas à meia-noite, esperar para comer a lentilha da ceia, tomar banho de sal grosso, e tem ainda quem guarde moedas ou grãos de frutas na carteira.

Os psicólogos André Souza e Christine Legare realizaram diversas pesquisas sobre rituais e simpatias, sua primeira versão foi divulgada no Cognition, em 2012. Através dos estudos, perceberam que a relação entre os rituais e atividades cotidianas está na intuição, ou seja, a pessoa não tem certeza de como o processo vai fazê-la atingir o objetivo, mas intui que a repetição pode levar ao sucesso.

Para chegar a essa conclusão, analisaram simpatias onde havia repetição do processo por várias vezes. Os pesquisadores entrevistaram mais de 160 brasileiros, mostraram a eles determinadas simpatias, algumas com maior número de repetições, e pediram para que elencassem em escala de 0 a 10, qual parecia ser mais eficaz. Desta forma, perceberam que o nível de detalhes da simpatia e a quantidade de repetições, transmitiam maior segurança aos entrevistados. Até mesmo os entrevistados que se declararam céticos em relação as simpatias, demonstraram mais “confiança” naqueles que tinham mais detalhes.

Obviamente, o processo cultural envolvido nos rituais de fim de ano tem grande influência. O Brasil, por exemplo, é um país de muitas crenças, cada região tem práticas diferentes, e algumas se misturam ou se adaptam. Mas e aí, qual vai ser sua simpatia para esse réveillon?


Fonte: Eko’7 Saúde

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